O Acadêmico Luiz Bevilacqua debate o ensino de engenharia na 28ª edição da série Brasil Amanhã, do Clube de Engenharia. Para o engenheiro civil e cientista Luiz Bevilacqua, é preciso pensar estrategicamente o ensino da Engenharia. Ele afirma que as Diretrizes Curriculares devem ser pautadas pelo caráter técnico e interdisciplinar, mas que estudantes devem ter maior liberdade para escolher disciplinas e mesmo as universidades para moldar os currículos de acordo com as necessidades de cada contexto social do país.

A diversidade brasileira, inclusive nos seus problemas para a Engenharia, deve ser traduzida também no ensino, aponta ele. Entretanto, é preciso relembrar que a Engenharia nacional tem sofrido uma desestruturação aguda nos últimos anos, indo na contramão de outros países e mesmo da tradição brasileira, em que histórias de sucesso como a da Petrobras evidenciam que o país tem sim competência para inovar e desenvolver tecnologia — embora o apoio do Estado seja fundamental. O vídeo pode ser conferido no site do Clube de Engenharia.

Luiz Bevilacqua é engenheiro civil, formado pela Escola de Engenharia da Universidade do Brasil, hoje UFRJ, e doutor em Mecânica Aplicada pela Universidade de Stanford. Atualmente é professor emérito da UFRJ. Ao longo de sua trajetória profissional, atuou em diferentes cargos estratégicos ligados a instituições de ensino e de pesquisa científica no Brasil. Entre os destaques, foi reitor da UFABC, vice-reitor da PUC-Rio, diretor da COPPE/UFRJ, presidente do Comitê de Engenharia da CAPES, secretário-geral do Ministério da Ciência e Tecnologia, diretor científico da FAPERJ, e presidente da Agência Espacial Brasileira. Como engenheiro, foi responsável por projetos estruturais na Barragem de Furnas e nas usinas de Angra I e Angra II.