ANE participa do seminário “Perspectivas e desafios para a Infraestrutura Brasileira”

 

 

O presidente  da Academia Nacional de Engenharia (ANE) e vice-presidente do Crea-RJ, Francis Bogossian, a convite da Fundação Getúlio Vargas, participou, no dia 25 de novembro do Seminário “Perspectivas e desafios para a Infraestrutura Brasileira”, promovido pela FGV. Ele participou do Painel 3 – “Conservação e manutenção da infraestrutura existente”, que debateu a necessidade em manter a rede logística do país neste momento em que a crise fiscal impõe a racionalização dos gastos alinhada ao crescimento econômico e a utilização dos empreendimentos concluídos.

O seminário foi organizado em três painéis: O ambiente regulatório e os investimentos em infraestrutura; A retomada de obras paralisadas e os ajustes necessários nas regras licitatórias; e Conservação e manutenção da infraestrutura existente.

O  Presidente Francis Bogossian abordou o estado em que se encontra a Engenharia na Brasil  e as perspectivas para o futuro. “É fundamental que se mude no Brasil a cultura da reparação pela prevenção, para a qual a manutenção é um dos principais pilares”, afirmou Bogossian ressaltando que devido à grave crise financeira por que passam os estados e municípios, a verba destinada à manutenção das obras é cada vez menor. “Isso representa um grave risco para a população devido à possibilidade de acidentes”, lamentou.

O presidente da ANE falou ainda das perspectivas para o futuro da questão do custo da obra.  “Em uma obra de engenharia, além, evidentemente, dos aspectos técnicos a questão econômica é determinante na escolha da melhor solução.  Em um quadro de escassez de recursos federais, estaduais e municipais a correta aplicação das verbas disponíveis precisaria ser um objetivo constante dos órgãos públicos o que não vem acontecendo. Os riscos econômicos e humanos ao se adotar uma solução que, devido ao baixo custo, deixe a desejar tecnicamente, são muito altos e devem ser avaliados criteriosamente por parte dos projetistas e dos proprietários (poder público, em grande parte dos casos).  A busca pela solução de menor custo deve ser sempre a meta do projetista, desde que devidamente embasada nos aspectos técnicos e de segurança”, afirmou.

Organizado pela FGV, o seminário teve como objetivo apresentar um panorama geral dos projetos de infraestrutura para o país, abrangendo temas como investimento no setor, regulação e conservação. A abertura teve a participação do presidente da Fundação Getúlio Vargas,  Carlos Ivan Simonsen Leal; do ministro de Minas e Energia, Almirante-de-Esquadra Bento Costa Lima; do Ministro da Transparência e Controladoria-Geral da União, Wagner de Campos Rosário;  do Secretário-Executivo do Ministério da Infraestrutura, Marcelo Sampaio Cunha Filho;  e do Senador, Marcos Rogério.

A palestra de abertura foi proferida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça Antonio Saldanha que abordou o assunto: “Projetos de Infraestrutura Segurança Jurídica – A nomofilaquia dos precedentes”. Os três painéis foram presididos pelos ministros do Tribunal de Contas da União, Benjamin Zymler, Augusto Sherman Cavalcanti e Weder de Oliveira, sequencialmente.