Ministro de Minas e Energia expõe os planos do setor energético e mineral na PUC-Rio

 

 

Ministro Bento Albuquerque falou sobre a importância dos setores de energia e mineração para o desenvolvimento sustentável do Brasil

No dia 6 de março, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque proferiu a aula inaugural do ano letivo 2020 do Centro Técnico Científico da PUC-Rio. Na abertura do evento, que contou com apoio da Academia Nacional de Engenharia (ANE), o presidente Francis Bogossian refletiu sobre a importância da Engenharia no desenvolvimento nacional especialmente.

Durante a aula Magna, o ministro apresentou uma ampla exposição sobre a importância dos setores de energia e mineração para o desenvolvimento sustentável do Brasil, enumerou os potenciais econômicos do País e reforçou a responsabilidade na coordenação das ações e decisões que atualizam os marcos regulatórios para atração dos investimentos, além da necessária compreensão da dinâmica do interesse público.

Albuquerque discorreu sobre a posição relevante dos setores de petróleo, gás, biocombustíveis, energia elétrica e mineração no Brasil e no contexto internacional. Destacou a preocupação com a sustentabilidade e diversidade de fontes da matriz elétrica brasileira “uma das matrizes mais limpas do mundo” e a importância dos setores na formação do PIB brasileiro, que contribuiu com a segunda maior arrecadação governamental em 2019.

Ancorado nas projeções do recém-lançado Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) – que prevê um crescimento médio do PIB entre 2,8% a 3% nos próximos dez anos – o ministro estimou investimentos superiores a R$2 trilhões no período, com destaque para o Novo Mercado de Gás, e a expansão do gás natural que deve dobrar de produção, de 130 milhões m3/dia para mais de 260 milhões de m3/dia, em 2029.

O ministro detalhou a importância das decisões do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), hoje com representantes de dez Ministérios, bem como a definição das prioridades do setor com previsibilidade e planejamento.  E elencou os leilões de petróleo e gás, de geração e transmissão de energia, a necessária modernização do setor elétrico, a retomada da construção da Usina de Angra 3, a capitalização da Eletrobras, a abertura para a exploração mineral em faixas de fronteiras e a quebra do monopólio na exploração de urânio.

Ao final de sua apresentação, Bento Albuquerque reforçou que as decisões adotadas estão no caminho certo para a atração de investimentos e expansão econômica e que, com a aprovação das reformas, da Previdência, a Tributária e a Administrativa, abre-se um espaço fiscal para dobrar os investimentos nos próximos 20 anos.

Nos debates vários membros titulares da Academia se pronunciaram tais como os professores Alberto Sayão, Jerson Kelman e Richard Stephan, entre outros.

Com informações da assessoria do MME