Engenharia em debate no workshop GCSP-Brasil

Evento, promovido pela ANE, foi realizado em Minas Gerais

 

 

A Academia Nacional de Engenharia (ANE) junto com a  Academia Brasileira de Ciências (ABC), e a Academia Nacional de Engenharia dos Estados Unidos (NAE) promoveu o workshop Grand Challenges Scholar Program (GCSP) – Brasil, realizado entre os dias 5 e 8 de agosto, na Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Durante os quatro dias de workshop, palestrantes internacionais apresentaram os resultados da implantação do GCSP em instituições de ensino do exterior e palestrantes brasileiros falaram sobre os desafios para o ensino da engenharia no país. Todas as discussões convergiram para uma perspectiva global dos desafios da engenharia no século 21 e culminaram, no último dia de evento, em uma atividade de formulação de propostas para a integração ao GSCP.

Participaram do workshop o presidente da ANE, Francis Bogossian, e os Acadêmicos Alvaro Prata, Edson Watanabe, João Luiz Filgueiras de Azevedo, José Roberto Boisson de Marca,  Valder Steffen Junior e Virgínia Ciminelli, presidente do Comitê Organizador do GCSP Workshop – Brasil. Também integraram a programação B.L. Ramakrishna, diretor da NAE – GSCP Network, e Richard Miller, presidente da Franklin W. Olin College of Engineering, além de empresários, educadores e estudantes brasileiros.

Virgínia Ciminelli afirmou que o evento foi muito produtivo e destacou que diversas instituições brasileiras registraram interesse no programa. “Existe de fato uma oportunidade para várias instituições no Brasil se engajarem nesse programa, e essa plataforma catalisar uma colaboração maior entre as próprias instituições no país e do país com o exterior”.

O GCSP tem sua origem nos 14 grandes desafios para a engenharia, definidos pela NAE em 2008, que se apresentam como a primeira visão global para a engenharia na história. São eles: aprendizado personalizado avançado; tornar a energia solar econômica; realçar a realidade virtual; fazer a engenharia reversa do cérebro; fazer a engenharia de melhores medicamentos; avançar na informática da saúde; restaurar e melhorar a infraestrutura urbana; ciberespaço seguro; fornecer acesso à água limpa; fornecer energia gerada por fusão; prevenir o terror nuclear; gerenciar o ciclo do nitrogênio; desenvolver métodos para o sequestro de carbono; e fazer a engenharia das ferramentas para a descoberta científica.

Até abril de 2018, o GSCP estava em operação ou sendo desenvolvido em 122 universidades estadunidenses e 33 universidades em outros países. Para participar, as instituições devem criar um programa focado nos grand challenges e desenvolver um programa para que seus estudantes desenvolvam as cinco competências definidas pela NAE: talento; multidisciplinaridade; negócio/empreendedorismo viável; multiculturalismo; e consciência social.

O objetivo é que os estudantes sejam preparados para problemas reais e urgentes que precisam de solução, oferecendo uma visão clara para trabalhos e oportunidades que os aguardam na engenharia.

Os GSCP workshops são organizados em torno de três metas: inspirar os stakeholders a estabelecer os programas nas instituições de ensino; engajar governo, indústria e corporações multinacionais na iniciativa; e apoiar o intercâmbio e cooperação entre os participantes do GSCP no país sede e no exterior.