Acadêmico Paulo Alcântara apresenta as novas diretrizes curriculares para engenharia

Em novembro de 2018, Paulo Alcântara participou de Audiência Pública sobre o tema

No dia 27  de junho, às 11 horas, o Acadêmico Paulo Alcântara Gomes ministra a palestra: “Apresentação das novas diretrizes curriculares para o ensino na Engenharia”, no Clube de Engenharia. O Acadêmico, ex-presidente da Academia Nacional de Engenharia (ANE) e ex-reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), presidiu a comissão mista do Clube de Engenharia e ANE para estudar o tema no ano passado.

As novas diretrizes foram aprovadas em janeiro deste ano e publicadas pelo Ministério da Educação em abril, após ampla discussão. Em 2018, foram realizadas audiências públicas a respeito das novas diretrizes curriculares propostas para os cursos de Engenharia do país, fomentando intenso debate sobre o tema com participação de numerosas instituições, professores e estudantes.

Uma delas, aconteceu em novembro, no Clube de Engenharia. Na ocasião, Paulo Alcântara Gomes destacou que a proposta tinha avanços quando pregava uma flexibilização da estrutura curricular, mas apresentava retrocessos ao não referenciar as matérias de formação básica, formação profissional geral e formação profissional específica. “Essa ausência de referências pode gerar problemas extremamente graves. Não se trata de um currículo mínimo, mas de conteúdos que devem fazer parte da estrutura curricular considerada razoável para formar um engenheiro de qualidade”, disse.

Paulo Alcântara salientou ainda o alto índice de evasão dos cursos de Engenharia. “Em parte, a evasão nos cursos se dá por um ciclo básico em que não há muita ligação com a estrutura dos cursos profissionais, e isso é extremamente perigoso. O estudante de Medicina já no primeiro ano está em contato com aquilo que ele vai tratar por toda a vida. Os ciclos básicos da Engenharia são herméticos e desligados do ciclo profissional”, afirmou. Para o professor, é importante que os cursos de Engenharia incluam em seu cerne três culturas: formação continuada, empreendedorismo e inovação. Não se trata de disciplinas, mas de referenciais que devem estar presentes ao longo de todo o curso, preparando o profissional para os desafios da realidade.