“O governo do Brasil não tem funcionado como um catalisador do sucesso do cidadão de um modo geral, ao contrário é um obstáculo”, criticou, lembrando que o mundo está mudando velozmente e conhecimento e inovação estão vencendo no mercado mundial. “No Brasil as inovação são muito raras; não estão praticamente acontecendo. Uma das razões é a dificuldade de levantar capital de risco para usar dinheiro para criar valor e não simplesmente para criar dinheiro. Precisamos encontrar alternativas para usar o dinheiro para construir grandeza. Os empreendedores precisam dessa ajuda”, disse.

Ao falar de países que conseguiram crescer, o Acadêmico lembrou que produtos coreanos e chineses estão em todas as partes do mundo, o que não acontece com as mercadorias brasileiras.  “Precisamos criar uma reação a isso. A mudança vem com a Educação. China e Coreia priorizaram a Educação, mas no Brasil ela não é prioridade. Sob o comando do governo Federal e do Ministério da Educação, temos cerca de 70% de pessoas que mal sabem ler e escrever. Isso é o fracasso de uma organização que controla a educação no Brasil de uma maneira autocrática e, com isso, vamos criando gerações de jovens que vão manter esse percentual, que chamo de uma tragédia para o futuro do país. Temos que avançar nos programas educacionais e nos colocarmos competitivamente perante ao mundo”, afirmou.

O Acadêmico também relembrou a história da fundação da Embraer e os desafios enfrentados – como a baixa credibilidade no projeto, que dificultou a captação de recursos ” para conseguir criar a empresa. “?? preciso acreditar. O Brasil parece que tem medo de exportar, de entrar no mundo. Qualquer um de nós pode fazer qualquer coisa.”

 

O Acadêmico Ozires Silva, fundador da Embraer, apresentou a palestra “Liderança e Empreendedorismo ” a chave para o desenvolvimento”, durante um almoço palestra promovido pela Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), no início de julho, em São Paulo. Em sua apresentação, o Acadêmico ressaltou a importância da Educação para o desenvolvimento do país e mostrou sua preocupação com o futuro, que na sua visão, deve ser trágico caso mudanças não ocorram. “Se depender das políticas adotadas pelo governo no campo da Educação, estamos fadados a ficar cada vez mais atrasados do resto do mundo”, lamentou.

Ao abrir sua exposição, o Acadêmico lembrou que, apesar de ter tudo para ser um país desenvolvido, o Brasil não conseguiu avançar e para isso acontecer é preciso investir em Educação como fizeram países emergentes como a Coreia e a China.