A importância dos irmãos André e Antônio Rebouças, os primeiros afrodescendentes formados em engenharia no país

 

O historiador José Murilo de Carvalho (membro das Academias Brasileiras de Ciências e de Letras) e o engenheiro Luiz Gustavo Muniz do Nascimento (Troféu Raça Negra 2014) participam de mesa-redonda na Escola Politécnica da UFRJ no dia 9 de março. Vão falar para uma plateia de 525 calouros sobre “Engenharia e Diversidade”.

As apresentações e debates enfocam o cenário atual, mas sem dúvida começam por destacar o papel e a importância dos irmãos André e Antônio Rebouças, patronos de duas cadeiras da ANE, os primeiros afrodescendentes formados em engenharia no país, há 160 anos. Ambos foram notáveis pela competência profissional, mas Antônio morreu cedo e André Rebouças se destacou também como um dos principais abolicionistas de sua época.

O melhor e mais moderno auditório da Escola Politécnica da UFRJ foi denominado Auditório André Rebouças em homenagem ao ilustre professor da Escola no século XIX e grande engenheiro brasileiro. Esse auditório foi recuperado e modernizado com o resultado de grande e importante convênio da Escola Politécnica com a ANEEL que foi coordenado pelo professor Flavio Miguez de Mello que se tornou posteriormente membro titular da ANE. O convênio, realizado entre os anos 2000 e 2002, determinou todos os inúmeros aproveitamentos hidroelétricos da importante bacia hidrográfica do rio Paraíba do Sul nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A semana de acolhimento aos calouros será intensa na Poli-UFRJ, com mais quatros mesas-redondas (Empreendedorismo, Ética, Engenharia de Desenvolvimento, e O Papel da Mulher na Universidade), cinco sessões de bate-papos com a direção e coordenadores sobre temas acadêmicos, intercâmbio, inovação, e outras atividades. Mas a semana termina na sexta com aulas de yoga e meditação, atividades também oferecidas ao longo do semestre.