O Comitê Permanente de Educação iniciou suas atividades. Coordenador do grupo, Paulo Alcantara Gomes definiu o nome dos membros do comitê e realizou o primeiro encontro no dia 15 julho para discutir uma proposta de trabalho. Fazem parte do grupo os Acadêmicos: Alan Arthou, Acher Mossé, Alcir de Faro Orlando, Carlos Alberto Serpa, Edival Ponciano, Francis Bogossian, Luiz Bevilacqua, Luiz Carlos Scavarda do Carmo de Oliveira, padre Pedro Ferreira, Vahan Agopian e Walter Manheimer.

Após o primeiro encontro ficou claro que, apesar da recente aprovação das Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para Engenharia (foram aprovadas em junho deste ano) – as coisas não caminham bem. Há um consenso entre os participantes de que é preciso mudar e existem muitas questões a serem trabalhadas. O excesso de disciplinas, de aulas expositivas, o número reduzido de professores com prática profissional e o currículo engessado foram alguns dos problemas mencionados.

“Nossa primeira reunião teve como foco levantar pontos em que há deficiência. Percebemos necessidade de mudanças em vários aspectos”, disse Paulo Alcantara complementando: “as Novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Engenharia já necessitam de revisão”, disse. Os Cursos Superiores de Tecnologia em Engenharia também foram lembrados pelo coordenador. “Eles estão desajustados e transformaram-se mais em cursos de gestão”, lamentou Paulo Alcantara.

O Acad. Luiz Bevilacqua defendeu a necessidade de estimular a criatividade e reduzir a aversão ao risco dos estudantes. “Eles devem aprender a andar com suas próprias pernas, devem poder escolher sua trajetória acadêmica”, disse, criticando a estrutura engessada dos cursos. “Todo currículo, particularmente hoje, deve ser flexível capaz de ser revisto com presteza e deve ser diferente para as diversas regiões do Brasil”, disse, destacando ainda que é preciso valorizar o engenheiro técnico.

O Acad. Vahan Agopyan, reitor da USP, pontuou que acha fundamental repensar os currículos permitindo que a escola de engenharia interaja com outras áreas. “Temos ciência que hoje não preparamos bem. É preciso pensar o que é um bom curso de engenharia para o século XXI. A resposta não existe, mas temos que discutir, inovar”, afirmou.O Acad. Acher Mossé lembrou que para ter sucesso na formação é preciso haver uma mudança de requisitos e uma nova organização dos cursos.