Pioneiros da Química: Martin Schmal é homenageado na revista de Química Industrial

 

O Acadêmico Martin Schmal, professor emérito da Coppe/UFRJ, foi homenageado pela Revista de Química Industrial (RQI), em sua última edição de 2019 na seção “Pioneiros da Química”. Também foram homenageados os professores Antônio Celso Spinola Costa, Heinrich Friedrich Hauptmann e Vicente Gentil. Além de informações biográficas sobre os homenageados, a seção traz um artigo assinado pelo professor do Programa de Engenharia Química da Coppe dirigido aos jovens estudantes que desejam ingressar na Química.

O professor da Coppe se disse honrado ao ser homenageado ao lado dos colegas Spinola, Hauptmann e Gentil. “…Fiz o meu trabalho com objetivo de contribuir para o País, e a Coppe nos deu uma grande oportunidade para isso. Eu sempre pude trabalhar em projetos ligados à indústria. Coimbra deu asas para a gente voar”, disse Schmal rendendo homenagem ao seu amigo e mentor, Alberto Luiz Coimbra, o criador da Coppe. “Um verdadeiro herói nacional”, destacou.

Schmal cursou Engenharia Química na Universidade Católica de São Paulo, formando-se em 1964. No ano seguinte, ingressou no mestrado da Coppe, onde conheceu o professor Coimbra que, segundo ele, contribuiu de forma decisiva para a definição do seu futuro profissional.

O fundador da Coppe definia Schmal como o mais químico dos engenheiros que ele conhecera até então e o incentivou a fazer o doutorado na Alemanha, onde se destacava a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico na área. Ao concluir o mestrado na Coppe em 1966, Schmal ingressou no mesmo ano no doutorado na Technische Universität de Berlim, na Alemanha. Embora o período médio para completar o doutorado na rigorosa universidade alemã fosse de cinco a seis anos, Schmal concluiu o curso em apenas quatro anos.

Pesquisador Emérito do CNPq, membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Academia Nacional de Engenharia (ANE), o professor da Coppe foi o primeiro cientista brasileiro agraciado com o prêmio da Fundação Humboldt, da Alemanha, em 2002. No decorrer de sua carreira recebeu o Prêmio Ciência e Tecnologia do México (2003); o Prêmio Scopus/Elsevier/Capes (2011); a Medalha Max Planck (2014), e o Premio Roberto de Souza – Excelência em Catálise, conferido pela Sociedade Brasileira de Catálise (2017).

Confira na aqui a matéria publicada pela Revista de Química Industrial.

Fonte: Planeta Coppe