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Reinaldo Castro Souza

 

“Brasil precisa acabar com a dependência de usinas hidrelétricas”

 

 

 

Engenheiro Eletricista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Acad. Reinaldo de Castro é mestre em Sistemas de Engenharia Elétrica, pela PUC-Rio, doutor em Estatística pela University of Warwick, Conventry (UK), e Pós-Doutor em Econometria pela London School of Economics, Londres, UK. ?? membro do Comitê Assessor do CNPq de Engenharia de Produção e Transportes (terceiro mandato não consecutivo), pesquisador nível 1A do CNPq desde 1993 e membro eleito do Board of Directors do IIF (International Institute of Forecasting), com sede em Boston, USA.

 

Ao retornar da Inglaterra, Acad. Reinaldo Castro criou no Departamento de Engenharia Elétrica da PUC-Rio a linha de pesquisa “Métodos de Apoio à Decisão”, no curso de pós-graduação. O projeto obteve tanto sucesso que foi disseminado para o mestrado e para o doutorado. “Hoje é uma das áreas mais concorridas da universidade. Há alunos de diversas áreas que procuram o curso”, diz o Acadêmico.

 

Em sua carreira, Acad. Reinaldo Castro sempre foi mais prático do que teórico. Seu foco estava na busca de soluções para problemas reais. “Na academia, há pessoas que teorizam sobre questões ainda inexistentes. Minha postura nunca foi essa”, afirma. Por conta disso, Acad. Reinaldo Castro sempre conciliou o trabalho na universidade com atividades na iniciativa privada. Realizou projetos para P&D para a Rede Globo de Televisão, Van Den Bergh & Clayton, Cia Cervejaria Brahma, Estaleiro Mauá, Gessy Lever, Editora Globo, Fleishman Royal, Oi/Telemar, DECA/SP, Sindigás, Petrobrás, Eletrobrás, ONS, ANP, ANEEL, Cepel, Cenpes, Light, Ampla, Elektro, Duke Energy, EDP Bandeirantes, EDP Escelsa, entre outras empresas.

 

Para o professor, o futuro do setor de energia está relacionado à eficiência energética e ao uso de energia limpa. “Criei, na graduação, um curso de Eficiência Energética que atrai alunos de outras áreas. Posso dizer que, atualmente, temos uma Itaipu de desperdício. ?? como se tivéssemos construindo outra hidrelétrica. Se tivermos mais responsabilidade no uso da energia isso pode ser evitado”, afirma o professor, destacando ainda a importância de estudar o efeito do aumento da temperatura global e do efeito estufa. Ligado à questão da energia, Acad. Reinado Castro diz que a micro geração distribuída é um dos caminhos para o futuro. “Hoje dedico parte do meu tempo a essas questões.”

 

De acordo com o pesquisador, o Brasil tem uma situação sui generis uma vez que grande parte do sistema de geração de energia do país é hidrelétrico. “Diria que nenhum país no mundo tem tanta geração hidrelétrica como o Brasil. Nosso sistema é único e por isso, a solução também é exclusiva e nacional. Na parte de hidrelétrica estamos avançados, mas é preciso diminuir a dependência desse modelo.”

 

Dividindo-se entre as atividades acadêmicas, de pesquisa e consultoria, Acad. Reinaldo Castro encontra no futebol e no samba sua válvula de escape. “Flamengo é uma paixão. Doei algumas horas do meu dia para o clube”, diz o pesquisador, sócio emérito do clube, que acompanha várias modalidades esportivas como o voleibol, basquete, atletismo, natação e tênis, entre outros.  Já no samba, sua paixão é a Mangueira. “Meu carnaval é o desfile na Sapucaí. Gosto de assistir e fazer uma análise técnica e estatística do desfile. Gosto da competição”, conta Acad. Reinaldo Castro, um dos responsáveis pela escolha do enredo “Mangueira energiza a avenida. Carnaval é pura energia e a energia é o nosso desafio”, de 2005.

Currículo (.pdf)