Posse: 2015

Cadeira: 135

Patrono: Juarez Távora Veado

 

 

 

Nasceu em Recife no dia 18 de julho de 1938. Estudou no Colégio Salesiano do Sagrado Coração, em Recife, até completar o curso científico em 1957. No ano seguinte, ingressou na Escola de Engenharia de Pernambuco, mais tarde vinculada à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), formando-se em engenharia elétrica, em 1962. Durante o curso superior, estagiou na Companhia Sul Americana de Eletricidade, na Indústria de Elevadores Atlas e na Ishikawajima Estaleiros do Brasil, entre outras empresas.

Em 1963, ingressou na Companhia Hidroelétrica do São Francisco (CHESF), assumindo funções de crescente importância na área de operação da empresa. Ao longo de quase 30 anos de permanência na CHESF, desempenhou sucessivamente a chefia da divisão de manutenção elétrica (1967), do departamento de transmissão (1970), do departamento de movimento e energia (1972), tornando-se diretor de operações em 1979. Nessa condição, integrou a diretoria da empresa até maio de 1990. Complementou sua formação realizando cursos de especialização na Electricité de France (EDF) e também em centros de controle de operação americanos e europeus.

Mário Santos participou ativamente dos trabalhos de coordenação operativa dos sistemas elétricos brasileiros, realizados por organismos colegiados sob a liderança das Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobrás).

Em 1974, foi designado representante da CHESF no Comitê Coordenador para Operação do Nordeste (CCON). Foi vice-presidente do Comitê Coordenador da Operação Norte-Nordeste (sucessor e herdeiro da sigla CCON) em 1984 e presidente no biênio seguinte. Atuou, no período de 1978 a 1990, como representante da CHESF no Grupo Coordenador para Operação Interligada (GCOI), organismo responsável desde 1973 pela coordenação da operação dos sistemas elétricos interligados das regiões Sudeste e Sul.

Também participou do Comitê de Integração Elétrica Regional (CIER), fórum de cooperação sul-americano na área de energia elétrica, sediado em Montevidéu. Além de coordenador técnico nacional do Subcomitê de Operação e Manutenção entre 1977 e 1979, foi delegado do Brasil na Reunião de Altos Executivos do CIER, realizada em Quito, em 1985.

Em julho de 1990, deixou a diretoria da CHESF para ocupar o cargo de coordenador nacional do abastecimento do Departamento Nacional de Combustíveis, vinculado à Secretaria Nacional de Energia do Ministério da Infraestrutura, recém-criado pelo presidente Fernando Collor de Melo (1990-1992). Em abril de 1991, transferiu-se para a Eletrobrás, assumindo a diretoria de operação da holding federal. Nessa condição, tornou-se o principal dirigente do GCOI, passando a chefiar seu comitê executivo, formado pelos diretores de operação das principais empresas de energia elétrica do país.

No fim de dezembro de 1994, assumiu interinamente a presidência da Eletrobrás, no lugar de José Luís Alquéres, permanecendo no cargo durante os primeiros meses do governo Fernando Henrique Cardoso. Em maio de 1995, transmitiu o cargo de presidente da Eletrobrás a Antônio José Imbassahy da Silva. Mantido como titular da diretoria de operação da empresa federal, assumiu a presidência da Eletronorte em dezembro de 1995 como substituto interino de Ricardo Pinto Pinheiro. Esteve no comando da Eletronorte até a posse no novo titular, José Antônio Muniz Lopes, em maio de 1996. Foi vice-presidente da CIER entre 1996 e 1997 e presidente do órgão no biênio seguinte.

Permaneceu como diretor da Eletrobrás até setembro de 1998, quando foi designado presidente do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), entidade privada criada com base na Lei 9.648, de 27 de maio do mesmo ano. Foi reeleito presidente do ONS em abril de 2001 e em maio de 2004, renunciou ao cargo em novembro de 2005 quando assumiu a presidência da Endesa Brasil, holding controlada pelo grupo espanhol Endesa, detentor de ativos importantes nas áreas de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica no país.