Posse: 1993

Cadeira: 118

Patrono: Joaquim Christiano Otoni

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O Acadêmico Alysson Paolinelli nasceu na cidade mineira de Bambuí. Formado em engenharia agronômica pela Universidade Federal de Lavras (MG), se especializou no potencial da região do Cerrado para a produção agrícola. Foi ministro da Agricultura entre 1974 e 1979, período em que liderou uma revolução no mercado agrícola brasileiro.

No final da década de 60, foi um dos responsáveis pela criação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agrícola (Embrapa), promoveu a ocupação do Cerrado e implantou um programa de bolsas de estudos para estudantes brasileiros nos maiores centros de pesquisa do mundo. Tudo motivado pela crença de que não é possível gerar desenvolvimento sem investir em pesquisa, em ciência e em tecnologia.

“O governo precisa estimular o crescimento, o que é feito por meio de pesquisa, de ciência. Não dá para um país se desenvolver sem investir em conhecimento. Acreditar em ciência é uma obrigação. Graças à tecnologia, deixamos de importar a maioria dos produtos que importávamos e nos transformamos em um dos maiores exportadores de alimento do mundo”, afirma o Acadêmico, um grande incentivador da agricultura tropical, da qual o Brasil é o principal expoente.

A vida pública do Acad. Alysson Paolinelli começou em 1971, quando assumiu a secretaria de agricultura de Minas Gerais. A frente da pasta alçou o estado ao posto de maior produtor de café do Brasil. Entre 1974 e 1979 ocupou o ministério da Agricultura. Após deixar o órgão, ocupou a presidência do Banco do Estado de Minas e da Confederação Nacional da Agricultura. Foi eleito deputado federal em 1986 – fazendo parte da Assembleia Nacional Constituinte. Em 2006 recebeu o World Food Priz, prêmio equivalente ao Nobel da alimentação. Atualmente é presidente executivo da Associação Brasileira dos Produtos de Milho (Abramilho) e um ativista da agricultura tropical.

“O Brasil avançou muito no setor agrícola, mas corremos o risco de ficar para trás. Pagamos um preço alto em função de serviços de má qualidade e por isso é preciso investir em transporte, facilidades portuárias, organização da produção, e na qualidade dos produtos. A agricultura tropical tem que inovar. Precisamos dar oportunidades aos nossos cientistas para que possamos avançar”, afirma o Acadêmico.


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