Posse: 2013
Cadeira: 55
Patrono: Domingos Fleury da Rocha

Professor Titular do Programa de Engenharia Elétrica do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE/UFRJ) e Pesquisador 1A do Conselho Nacional de desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Acad. Eugenius Kaszkurewicz diz que a engenharia foi uma escolha natural, já que desde o colegial se identificava com as chamadas disciplinas da área de Ciências Exatas. “Um tio engenheiro florestal, talvez também tenha me influenciado de alguma forma”, lembra.

O Acadêmico é graduado em Engenharia de Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, mestre e doutor em Engenharia de Sistemas e Computação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com pós-doutorado em Engenharias pela University of Santa Clara, USC, Estados Unidos. Sua atuação profissional na área de Engenharia tem ênfase em Sistemas e Controles, atuando principalmente nos temas: computação paralela, otimização e controle de sistemas de grande porte.

O professor teve grande desempenho na área pública, onde exerceu os cargos de Diretor de Tecnologia da Faperj, Diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológico da Finep, Diretor e Secretário Executivo Adjunto do Ministério da Ciência e Tecnologia. Também atuou na assessoria de grandes eventos do Ministério do Esporte. “A preparação para a Copa do Mundo de 2014 apresentou grandes desafios em diferentes áreas da engenharia, especialmente para a infraestrutura, como por exemplo, mobilidade, grandes estruturas, energia e comunicações”.

Para o engenheiro, é preciso estabelecer claramente a vocação do nosso país. “Como pretendemos nos tornar uma grande nação soberana, educação, ciência, tecnologia, engenharia e inovação são fundamentais. Hoje, não dispomos de infraestrutura suficiente para nos desenvolvermos. Superar essa situação requer uma engenharia de qualidade”, afirma Acad. Eugenius, ressaltando que é preciso estabelecer objetivos claros em termos de prioridades e formar engenheiros qualificados neste contexto.

“Temos que decidir qual o projeto de nação para o Brasil. O país tem o potencial dos grandes players mundiais e para se consolidar nessa condição precisa investimento e capacitação. Investir significativamente em educação, do contrário, poderemos nos tornar simplesmente um grande país de consumidores”, conclui.