As contribuições de uma formação internacional

Presidente Francis Bogossian relembra sua experiência na França

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Francis Bogossian destacou a troca de experiências como aspecto enriquecedor para a formação profissional

A importância de uma formação internacional para a carreira foi apresentada pelo presidente da ANE, Francis Bogossian, durante a palestra “Minha Experiência de Formação na França e como este fato foi importante na minha vida”, proferida no dia 29 de junho, no Clube de Engenharia, a convite da Associação Brasileira de Profissionais Especializados na França (ABPEF). A palestra foi aberta pelo presidente da ABPEF, Agilberto Calaça Neves, que de forma rápida destacou as dificuldades política, econômica e social que o Brasil e a França enfrentam e agradeceu a participação do presidente da ANE. O evento contou a com participação de engenheiros e membros da ABPEF.

Ao relembrar o período em que viveu na França, onde cursou Mecânica dos Solos, das Rochas e Barragens na ASTEF, Francis Bogossian destacou como a experiência contribuiu para o seu enriquecimento profissional. “O que aprendi foi inesquecível ouvindo dentre outros líderes técnicos de entidades profissionais como Bureau Coyne et Ballier, EDF – Electricité de France, Laboratoire de Ponts et Chaussées, entre outras. Discutimos em aulas, estudos, projetos e visitamos obras já prontas e em execução. Produzi durante as visitas 36 slides coloridos de 36 filmes visando o enriquecimentos das aulas que ministraria em meu retorno à função de professor e para o exercício da profissão. Tudo o que ouvi de exposições e discussões envolvendo inclusive os acidentes Malpasset, na França, e Vaujont, na Itália, ouvi e discuti lado a lado com  André Coyne e Piere Londe dentre outros”, lembrou o presidente da ANE.

Ao relembrar o período fora do Brasil, Francis Bogossian contou que assistiu a conferências e estava sempre nos escritórios do “Bureau de La Terra Armée”, na França, e “Terra Armada”, na Espanha, responsáveis pela criação da técnica de aterrar sem saias de aterro (paramento vertical). A dedicação e o empenho lhe renderam um convite para estagiar nos respectivos escritórios acompanhando obras pela Europa e no Laboratoire de Ponts et Chaussées onde aprendeu os ensaios Terra Armadura, indispensável, como estudo, para subsidiar tecnicamente projetos. “Fiz adaptações nos equipamentos do laboratório brasileiro da Tecnosolo para executar os ensaios Terra Armadura. Tive a satisfação de projetar o primeiro aterro de paramento vertical em local de espaço restrito para as saias dos aterros tradicionais usando a terra armada no Estado de Santa Catarina”, destacou.

Além do aprendizado e do enriquecimento profissional, Francis Bogossian ressaltou que o período fora do Brasil também serviu para promover o trabalho da engenharia brasileira. “Em Paris tive a oportunidade de divulgar entre os alunos estrangeiros – colegas de estágio, japoneses, americanos, iranianos, canadenses e etc, e os profissionais franceses e empresários europeus – os marcos brasileiros de Antonio José da Costa Nunes ancorando tirantes em solo; mostrei o marco de estabilização de encostas no Brasil. Foi marcante para mim pois aprendi, ajudei a ensinar e ensinei. Foi marcante para meu país, mostrar onde estávamos”, disse.

Outro aspecto abordado na palestra foi o enriquecimento cultural proporcionado pela vivência em outro país. “Descobri as obras de arte francesa aprofundando o aspecto cultural do meu estágio sem falar na comida e uso dos vinhos, licores, aguardentes (poire/cognac/armaniac dentre outros) e até o champagne e o emuissant”, disse encerrando a apresentação.