PROGRAMA ESPACIAL BRASILEIRO: "Restrições limitam nossa capacidade científica, tecnológica e industrial".

Ministro Aposentado do Superior Tribunal Militar, o Tenente Brigadeiro do Ar, Sergio Xavier Ferolla critica a falta de uma política concreta para o setor.

Em agosto deste ano, a revista The Economist publicou o artigo "Brazil"s space programme - Ten, nine, ten... Rocket science is hard. Rocket diplomacy is harder". O texto traz uma análise do Programa Espacial Brasileiro e aponta as dificuldades e erros cometidos pelo governo, ressaltando ainda o atraso brasileiro na questão espacial.

Para debater a questão, a Academia Nacional de Engenharia (ANE) conversou com o Tenente Brigadeiro do Ar, Sérgio Xavier Ferolla. Ministro aposentado do Superior Tribunal Militar, formado em engenharia eletrônica pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Sergio Ferolla foi diretor do
Centro Técnico Aeroespacial (CTA), entre 1989 e 1992, e, no mesmo período, ocupou o cargo de Presidente do Conselho de Administração da Embraer; Foi também Comandante e Diretor de Estudos da Escola Superior de Guerra em 1993 e 94 e Chefe do Estado Maior da Aeronáutica, entre outros.

De acordo com o Brigadeiro Ferolla, o Brasil sofre com a falta de uma política concreta para o setor e com as restrições norte-americanas que dificultam o acesso ao desenvolvimento de tecnologias de ponta.

"O atraso limita nossa capacidade científica, tecnológica e industrial, com sérios reflexos na inovação e nas exportações de produtos nacionais capazes de agregar avançadas tecnologias", afirma o Brigadeiro Ferolla.

Nesta entrevista, ela fala ainda sobre o acordo com a Ucrânia, o papel da iniciativa privada e a política externa para o setor.


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