Queda do emprego no Rio de Janeiro

Francis Bogossian debate a questão em discurso na APEC

 

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O presidente da ANE, Francis Bogossian, destacou iniciativas que buscam novas oportunidades de negócios

O engenheiro Francis Bogossian abordou a crise econômica em que o Estado do Rio de Janeiro está imerso em sua fala durante a reunião mensal da Associação Promotora de Estudos da Economia (APEC), no dia 29 de agosto. Convidado como presidente do Conselho Consultivo da Associação das Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (AEERJ), Francis Bogossian apresentou dados que revelam a difícil situação do país e em especial do Rio de Janeiro. “Os dados da Caged/Ministério do Trabalho registraram que o emprego total no Brasil apresentou uma queda de 5,5% entre junho de 2014 e junho de 2017”, disse.

O cenário da construção civil diante da crise do estado também foi mencionado por Francis Bogossian. “No setor de construção o baque foi muito maior nos últimos três anos. A perda de postos de trabalho no setor de construção no Brasil chegou a 32,3%, mas no Rio de Janeiro este percentual foi de 40,7%”, destacou o engenheiro, que encerrou seu pronunciamento apresentando as iniciativas adotadas pela AEERJ na busca de novas oportunidades de negócios capazes de gerar emprego e renda. Confira abaixo a íntegra da apresentação.

Queda do emprego no Rio de Janeiro

Francis Bogossian – presidente do Conselho Consultivo da AEERJ

“A crise econômica é muito mais grave no Estado do Rio de Janeiro do que no Brasil. Os dados da Caged/Ministério do Trabalho registraram que o emprego total no Brasil apresentou uma queda de 5,5% entre junho de 2014 e junho de 2017. O número de postos de trabalho com carteira assinada era, em junho/2014, de 49,4 milhões, caindo para 46,7 milhões em junho de 2017. No Estado do Rio de Janeiro a queda foi de 10,4% no mesmo período, praticamente o dobro. Em junho de 2014, tinham 4,6 milhões de pessoas empregadas e neste mesmo mês de 2017, eram 4,1 milhões.

No setor da construção o baque foi muito maior nestes últimos três anos. A perda de postos de trabalho no setor da construção no Brasil chegou a 32,3%, mas no Rio de Janeiro este percentual foi de 40,7%, com o número de trabalhadores com carteira assinada passando de 327 mil em junho de 2014, para 194 mil no mesmo mês de 2017. Um ano antes eram 247 mil, ou seja, uma queda de 21,6% em doze meses.

A construção pesada, no entanto, representada pelos setores de infraestrutura e montagem, foi a que registrou a maior declínio entre junho de 2014 à junho de 2017. Enquanto no Brasil a uma perda neste segmento foi de 37,0% de empregos formais, no Rio de Janeiro a queda foi de 49,8%. Eram 157 mil postos de trabalho formais em junho de 2014 e agora são apenas 79 mil.

É interessante destacar que o trabalhador da construção pesada não migra para a informalidade ou trabalho informal com a perda do emprego. O mesmo percentual de 17% de informalidade se dá tanto em 2014 quanto em 2017. No entanto, na Construção Civil (edificações e instalações), a informalidade que representava 62,7% dos trabalhadores, em 2014, pulou para 83,3% em 2017.

Outro dado assustador da crise econômica do Rio de Janeiro foi publicado no jornal O Globo deste último sábado, 26/8, registrando que 8.151 empresas fecharam as portas neste primeiro semestre de 2017 no Estado. Nos últimos 18 meses, a perda foi 22,5 mil empresas.

A AEERJ entende que neste momento é importante que as entidades do setor privado se mobilizem para tentar ajudar a reverter este quadro.

Na busca de novas oportunidade de negócios para suas associadas, uma vez que o setor de obras públicas está completamente paralisado no Rio de Janeiro, a AEERJ desenvolveu o projeto AEERJ Parcerias Público-Privadas (PPPs) e Concessões.

Após identificar os municípios que tem interesse em contar com a parceria do setor privado, a Associação apoiada em um rígido Código de Ética e Compliance, pretende, a suas expensas, colaborar com os municípios na elaboração de projetos de PPPs e Concessões de pequeno e médio portes que possam ser licitados para gerar emprego e renda no Estado do Rio.”