Os desafios da geração de energia elétrica por fontes primárias intermitentes (eólica e solar)

Comitê de Energia divulga estudo sobre penetração de fontes primárias intermitentes no Setor Elétrico Brasileiro

 

A presença e o crescimento das Fontes Primárias Intermitentes (FPI) no sistema elétrico brasileiro são definitivos. Em 2020, a energia eólica deverá atingir 10% da geração total em todo o País, atingindo surpreendentes 87% na região Nordeste. Pensando neste cenário, a Academia Nacional de Engenharia divulgou o estudo Inserção da Geração a Partir das Fontes Primárias Intermitentes (FPI) no Sistema Interligado Nacional (SIN)”. Produzido pelo Comitê de Energia, o trabalho tem como objetivo alertar para as dificuldades, atuais e futuras, no planejamento e operação do Sistema Elétrico Brasileiro decorrentes do aumento da penetração das FPI aliado às dificuldades de ampliação das fontes despacháveis e limpas que podem fornecer a necessária complementação.

O trabalho, resultado de meses de estudo e pesquisa, foi coordenado pelo Acadêmico Acher Mossé e contou com a ativa colaboração dos seguintes membros do Comitê de Energia: Agenor Mundim, Alcir de Faro Orlando, Eduardo Serra, Flavio Miguez, Jerson Kelman, Jerzy Lepecki, Nelson Martins e Pietro Erber.

Coordenador do estudo, o engenheiro Acher Mossé lembra que assegurar o atendimento da carga nas diversas regiões do País com a redução da emissão de Gases de Efeito Estufa (GEE) é um benfefício da expansão das fontes primárias intermitentes, porém requer o desenvolvimento de soluções inovadoras para compensar sua intermitência”, destacou.

O estudo, ao longo de 38 páginas, traz um panorama da situação das FPI no País, por meio de uma compilação de informações disponíveis sobre o tema e de visitas a empresas do setor energético. O trabalho apresenta os níveis de Penetração das FPI; a Operação do Sistema; a Compensação da Intermitência das FPI; os Desafios do Planejamento e da Operação; Conclusões e Recomendações.

“O planejamento e a operação devem atuar juntos no acompanhamento dessa evolução e uma atenção especial deve ser dedicada às soluções que permitam usufruir de todas as suas vantagens e contornar os problemas decorrentes de sua intermitência”, explicou Acher Mossé.