Especialistas vão debater o futuro das usinas hidrelétricas no país

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Hidroelétrica Dardanelos

As usinas hidrelétricas respondem por 64% da energia elétrica produzida no Brasil, segundo dados do Balanço de Energia Nacional 2016, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE). No entanto, a construção de novas usinas, embora utilizem uma fonte limpa e renovável, se tornou polêmica no país. As intervenções na natureza, provocadas pela implantação de hidroelétricas, levou ambientalistas a combaterem a construção de novas hidrelétricas que apontam como nocivas ao meio-ambiente e à sociedade. Recentemente, sob a pressão de alguns grupos, o IBAMA suspendeu o projeto da Usina Hidrelétrica São Luiz do Tapajós, no Pará, que teria capacidade para gerar aproximadamente 4400MW médios ou cerca de 40000 GWh/ano.

Mas será que as novas usinas hidrelétricas são realmente dispensáveis? Elas significam apenas degradação ao meio-ambiente? Quais os seus benefícios? Para debater essas e outras questões, a Academia Nacional de Engenharia (ANE), em parceria com o Clube de Engenharia, reunirá no próximo dia 6 de outubro, especialistas no assunto para participar da mesa- redonda “O papel da geração hidrelétrica na matriz energética brasileira – presente e futuro – conciliação do projeto de engenharia e meio ambiente”. O evento será, a partir das 15 horas, no 20° andar do Clube de Engenharia. A entrada é franca, mas as vagas são limitadas.

Diretor da ANE, especialista na área de energia, o engenheiro civil Acad. José Eduardo Moreira vai traçar um painel da matriz hidrelétrica brasileira, apresentar exemplos de usinas implantadas com sucesso.

“As usinas hidrelétricas representam uma energia limpa, renovável. Qualquer projeto gera impacto ambiental, mas um estudo bem feito minimiza esse efeito. Sempre foi possível agregar a um projeto hidrelétrico outras finalidades tais como abastecimento d’água, controle de cheias e navegação, e não se pode esquecer que a implantação de uma hidrelétrica traz benefícios regionais, gerando empregos e desenvolvimento”, esclarece o especialista.

O vice-presidente da ANE, Acad. Francis Bogossian, e o diretor Acad. Flavio Miguez de Mello também participarão da mesa-redonda, que terá ainda como debatedores Rafael Kelman, diretor da PSR Consultoria, Alexandre Uhlig, do Instituto Acende Brasil, Marisa Marques, consultora e coordenadora de projetos, Gil Maranhão, vice-presidente da International Hydropower Association, e Tarcísio Castro, gerente de projetos na PSR Consultoria.

O evento conta com apoio do Comitê Brasileiro de Barragens (CBDB), da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica-Núcleo Rio (ABMS), da Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental (ABGE), da Divisão Técnica de Recursos Hídricos e Saneamento (DRHS), e da Divisão Técnica de Engenharia do Ambiente (DEA). As inscrições podem ser feitas pelo e-mail:

divisoes-tecnicas@clubedeengenharia.org.br.

 

 

Serviço

Mesa-Redonda – O papel da geração hidrelétrica na matriz energética brasileira – presente e futuro – conciliação do projeto de engenharia e meio ambiente

Data: 06/10/2016

Horário: 15 horas

Local – Clube de Engenharia – Av. Rio Branco, 124/20º andar

Inscrições: divisoes-tecnicas@clubedeengenharia.org.br

 

 

Informações para imprensa

Andréa Antunes – (imprensa@anebrasil.org.br)

(21) 9-8606- 8357