A engenharia sanitária e o controle de epidemias

Assunto foi tema de palestra em João Pessoa (PB). Acadêmico Maurício Pina representou a ANE

 

João Medeiros Filho, Presidente CRM-PB; Sérgio Rolim Mendonça, Presidente APENGE; e Mauricio Pina Moreira, membro da Academia Nacional de Engenharia (ANE) e da Academia Pernambucana de Engenharia (Da esquerda para a direita)

A engenharia sanitária e o controle de epidemias nas Américas foram debatidas durante a sessão conjunta da Academia Paraibana de Engenharia (Apenge) e da Academia Paraibana de Medicina, realizada no final de março, em João Pessoa (PB), quando o assunto foi o tema da palestra proferida pelo presidente da Apenge, Sérgio Rolim. O Acadêmico Mauricio Renato Pina Moreira representou a Academia Nacional de Engenharia (ANE) e a Academia Pernambucana de Engenharia.

Representante da ANE, o Acadêmico Mauricio Renato Pina Moreira ressaltou que a Engenharia Sanitária desempenha um papel importante no desenvolvimento do País. “O setor tem por pauta em especial os sistemas de abastecimento de água e de tratamento de esgotos, questões fundamentais para evitar doenças de origens hídricas.

Em sua palestra, o engenheiro Sérgio Rolim lembrou que a Organização Pan-Americana da Saúde foi criada em 1906 por engenheiros sanitaristas, em sua grande maioria, e a Organização Mundial de Saúde (OMS) surgiu 46 anos depois em 1948. Ele ressaltou ainda que durante o I Congresso Internacional de Práticas Integrativas e Complementares e Saúde Pública, realizado em março deste ano, no Rio de Janeiro, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, anunciou a inclusão de procedimentos alternativos no SUS para prevenção.  “Se o ministro está realmente preocupado com a saúde pública, deveria criar uma força tarefa para erradicar o déficit de saneamento básico no Brasil. Essa é a verdadeira ação preventiva na área de saúde e para isso o engenheiro sanitarista é fundamental”, afirmou Sérgio Rolim.

Em sua fala, o engenheiro também destacou a preocupação com a água. “Todos nós temos a obrigação de cooperar e de não sonegar às gerações vindouras, o direito de usufruir da água, para que tenham condições de sobrevivência no nosso Planeta Azul”, encerrou.