Encontro Anual da Academia debate problemas do País

 

PALESTRA VIVACQUA
Paulo Augusto Vivacqua abordou as consequências do livre comércio e da globalização para o Brasil
PALESTRA ALAN PAES1
O Acadêmico Alan Paes Arthou mostrou a engenharia como produtora de riqueza

Antes da sessão solene de posse dos novos membros foi realizada uma cerimônia de boas-vindas, seguida da III edição do Encontro Anual da Academia Nacional de Engenharia (III-EAANE), ambos na Escola de Guerra Naval (EGN). Na cerimônia de boas-vindas, o presidente emérito da ANE, Paulo Augusto Vivacqua, apresentou a Academia aos novos membros, falou de sua estrutura, seu papel e objetivos. “O Brasil tem um enorme potencial e a Academia está pronta a colaborar na implementação de políticas que transformem esse capital natural em capital humano e tecnológico”, disse. Em seguida, teve início a palestra “Alguns problemas fundamentais a serem resolvidos em prol do desenvolvimento do Brasil”, proferida pelo presidente emérito Paulo Augusto Vivacqua e pelo Acadêmico Alan Paes Leme Arthou.

Em sua apresentação, Paulo Augusto Vivacqua abordou as consequências do livre comércio e da globalização para o Brasil. “O país está sendo vítima das políticas adotadas. Tarifas muito baixas estão destruindo a indústria brasileira. Estamos sendo objeto de ações imperialistas”, disse, referindo-se às privatizações. Para o especialista, é preciso preservar e valorizar as empresas nacionais. Além disso, Paulo Augusto Vivacqua lembrou ainda a importância de valorizar a ética.

Na segunda etapa, o Acadêmico Alan Paes Leme Arthou mostrou a engenharia como produtora de riqueza e pontuou os pontos fracos de nossa economia: baixo nível de inovação na produção nacional; baixa competitividade; número reduzido de engenheiros; falta de incentivo à engenharia e a projetos nacionais de tecnologia e inovação. De acordo com o Acadêmico, é preciso superar essas questões.

Ele mostrou ainda, com exemplos de outros países, que alguns problemas como ineficiência administrativa não são exclusividade do Brasil. De acordo com o engenheiro, para melhorar o PIB do país, é preciso agregar valor aos produtos industriais, o que é feito por meio de ciência e tecnologia. Ele destacou também a necessidade de uma aproximação entre a indústria e a universidade.

Ao encerrar sua apresentação, o Acadêmico homenageou a tribulação do submarino ARA San Juan da Marinha argentina, que está desaparecido desde o dia a 15. “Não podemos deixar que abusem do fato do militar querer fazer o seu serviço e cortem recursos, colocando vidas em risco”, concluiu emocionado.