ANE e Clube de Engenharia se posicionam contra transferência do IME para Campinas

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A Academia Nacional de Engenharia (ANE) e o Clube de Engenharia se manifestaram contra a transferência de parte dos cursos do Instituto Militar de Engenharia (IME) para Campinas. No último dia 21, o presidente da ANE, o engenheiro Francis Bogossian, e o diretor Edival Ponciano de Carvalho entregaram ao General Tomás Miné Ribeiro Paiva, Chefe de Gabinete do Comandante do Exército, uma carta em que as entidades pedem uma revisão da decisão.

No documento, direcionado ao Comandante do Exército Brasileiro, o General-de-Exército Eduardo Dias da Costa Villas Bôas, as entidades lembram que algumas mudanças nas políticas das instituições públicas têm acarretado risco de prejuízo econômico para a Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação e danos para a soberania Nacional.

No texto, as entidades destacam ainda a excelência do ensino ministrado pelo Instituto e mostram que a decisão representa um risco para essa qualidade. “Separar o primeiro ano dos cursos de engenharia do IME desse profícuo ambiente acadêmico científico-tecnológico pode representar, no mínimo, ainda que também involuntariamente, risco à excelência da educação profissional de engenharia dessa tradicional escola”, diz a carta.

A carta é um posicionamento das entidades em relação à decisão do Estado Maior do Exército de transferir para Campinas, a partir de 2019, o primeiro ano do curso de Engenharia.  Segundo o exército, a modificação faz parte do processo de transformação e racionalização, com o objetivo de otimizar o uso dos recursos públicos e integrar a formação dos oficiais de carreira e engenheiros militares. O IME figura entre as melhores instituições de ensino do país. Veja aqui a íntegrada carta.