ANE pede revisão das Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduação em Engenharia

 

A Academia Nacional de Engenharia (ANE), junto com o Clube de Engenharia, enviou uma Carta ao presidente da Câmara de Ensino Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE), o Professor Antônio Freitas, protestando em relação à forma que está sendo conduzida a reforma do Ensino de Engenharia.

O documento pede a revisão de alguns pontos e lembra que atualmente são oferecidos quase 4 mil cursos de graduação no país, funcionando em escolas com vocações, dimensões e inserções locais ou regionais completamente diferentes e que por isto, as escolas de engenharia devem ter a devida flexibilidade para organizar as respectivas estruturas curriculares. No texto, as entidades, alertam que é necessário, porém, reverter a fragmentação excessiva de especialidades, que está a produzir “engenheiros” sem a menor qualificação para o exercício da profissão.

No documento, as entidades também destacam que é importante o CNE fixar os conteúdos esperados para as matérias de formação geral e de formação profissional geral e que as Diretrizes Curriculares devem estimular a modernização do processo pedagógico. Outro ponto é a formação dos professores que de acordo com o texto também deve ser revista.

Além da carta, a Academia Nacional de Engenharia é uma das signatárias da Carta aos presidenciáveis  ao Conselho Nacional de Educação onde as comunidades acadêmica, científica, tecnológica e de inovação, representadas por entidades nacionais signatárias demonstram preocupação com a aprovação apressada e pouco discutida publicamente das novas Diretrizes Curriculares Nacionais dos cursos de graduação em Engenharia.