Acadêmicos Alan Arthou e Guilherme Estrella debatem o papel da empresa estatal para o País

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Evento teve como objetivo discutir o papel da empresa estatal

Os Acadêmicos Alan Paes Arthou e Guilherme Estrella participaram do “II Simpósio SOS Brasil Soberano – Engenharia, Tecnologia e a Modelagem da Empresa no Brasil”, realizado no dia 27 de abril, na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador.  Os Acadêmicos participaram da mesa “O Papel das Empresas Estatais e Privadas no País Soberano” que contou ainda com palestras do professor Valter Pomar e do jornalista Fernando Brito

Aberto pelo presidente da Federação dos Sindicatos de Engenheiros, Clovis Nascimento, pelo presidente do Sindicato dos Engenheiros no Estado da Bahia (Senge-BA), Ubiratan Félix, e pelo historiador e coordenador do projeto, Francisco Teixeira, o evento teve como objetivo discutir o papel da empresa estatal.

Risco de transformar oportunidades em ameaças

“O pior que pode acontecer com um país é deixar que suas oportunidades se transformem em ameaças”, disse Guilherme Estrella

O geólogo Guilherme Estrella, chefe da equipe que descobriu o pré-sal, em 2005, defendeu a importância das empresas estatais para a soberania de País. “O controle estratégico do Estado sobre um bem representa a soberania nacional. O Brasil soberano quebra a estrutura de gestão geopolítica mundial de forma impactante e negativa para as nações que hoje mandam no mundo. Por isso há interesses contrários a essa soberania e hegemonia”, explicou o Acadêmico Guilherme Estrella, destacando que a realidade energética do país, contrasta com a riqueza de seus recursos naturais. “Estamos em 72° lugar no ranking de países pelo consumo per capita de energia elétrica.”

Com duras críticas à política do governo atual, Guilherme Estrella alertou para os riscos das medidas adotadas pelo governo. “O pior que pode acontecer com um país é deixar que suas oportunidades se transformem em ameaças. Estamos correndo esse risco com um governo antibrasileiro”, disse, lembrando a recente história da Petrobras. “A empresa está sendo desintegrada”, lamentou.

O Acadêmico encerrou sua apresentação enfatizando a necessidade de mudar esse cenário. “É importante vislumbrar um novo governo que anule os atos deste governo porque o mal está feito. Há novas leis destruindo os direitos dos trabalhadores, entregando tudo. Esse é um desafio gigantesco”, advertiu.

Políticas públicas devem fortalecer indústria

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“Nossa indústria não está sendo capaz de produzir um economia forte e suprir a necessidade da população” Avaliou Alan Arthou

O Contra-Almirante Alan Arthou debateu a participação do Estado na indústria, ressaltando a urgência de políticas públicas que fortaleçam a indústria nacional para que ela possa melhor atender às necessidades da economia e da sociedade brasileira. “O Estado deve congregar as indústrias e tentar alcançar o objetivo final que é a igualdade social com riqueza e não distribuir pobreza. Temos que crescer e manter a igualdade social o máximo possível”, afirmou.

Para atestar a inadequação da indústria nacional, o Acadêmico Alan Arthou lembrou que o Brasil, apesar de ser a 8ª economia do mundo, ocupa a 72ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). “Nossa indústria não está sendo capaz de produzir um economia forte e suprir a necessidade da população. Algo tem que ser mudado e a discussão deve ser o que o governo e o estado podem fazer para melhorar a indústria e não se a empresa deve ou não ser estatal”, pontuou Alan Arthou, colocando a melhora da capacidade técnica das indústrias como um desafio a ser superado.

“A pesquisa deve ter o objetivo de buscar inovações para nossas indústrias. Este deve ser o papel do Estado: coordenar o serviço de pesquisa para melhorar nossa tecnologia, nossa capacidade de inovação”, disse, defendendo ainda a formação de clusters. “Nossa indústria deve ser regional, com indústrias de apoio concentradas em seu entorno”, concluiu. As palestras podem ser assistidas aqui.

 O I Simpósio SOS Brasil Soberano foi realizado no Rio de Janeiro, no dia 31 de março. Os próximos simpósios serão em Belo Horizonte, nos dias 25 e 26 de maio, e em Curitiba, no dia 30 de junho.