Acadêmico Manuel Cardoso lança aplicativo para surdos

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O acadêmico Manuel Cardoso no lançamento do aplicativo Giulia – mãos que falam, no Rio de Janeiro

O Brasil conta com 9,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva, de acordo com dados do Censo de 2010, realizado pelo IBGE. Deste total, 2,10 milhões apresentam a forma grave da deficiência e enfrentam dificuldades em ações rotineiras como a compra de produtos e remédios, consultas médicas ou o ingresso no mercado de trabalho. Mas essa realidade deve mudar graças ao aplicativo Giulia, mãos que falam – idealizado pelo Acadêmico Manuel Cardoso – lançado oficialmente no último dia 13, no Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), no Rio de Janeiro.

“Com o Giulia qualquer cidadão conseguirá se comunicar com o deficiente auditivo. Imagine hoje ele passando mal e explicando o que sente para um médico que não conhece Libras (Língua de Sinais Brasileira)? Com o programa esse não será mais um problema. A ideia não é substituir o intérprete, mas facilitar a vida do usuário”, afirma o Engenheiro Manuel Pinto Cardoso, criador da tecnologia e fundador da MAP Innovation.

O aplicativo Giulia se baseia num algoritmo de inteligência artificial, e é embarcado no smartphone, que por sua vez, é fixado no pulso do surdo e faz a leitura dos sensores já existentes no smartphone, para captar os movimentos do braço na realização de um sinal da Língua de Libras. Ao reconhecer o sinal, o algoritmo sintetiza em voz eletrônica o equivalente em português, do sinal de Libras identificado. No caso do ouvinte falar com o surdo, o que ele diz no microfone do smartphone é apresentado em texto de português, e também em Libras através de um avatar (desenho animado).

O aplicativo já está disponível na PlayStore (loja virtual do Google para celulares com o sistema Android), mas para usar o sistema, além dos sensores comuns aos celulares, o aparelho tem um outro sensor conhecido como magnetômetro (usado para medir a intensidade, direção e sentido de campos magnéticos em sua proximidade), que permite que o celular funcione como uma bússola.

No lançamento do projeto estiveram presentes o subsecretário da pessoa com deficiência da Prefeitura do Rio de Janeiro, Geraldo Nogueira, o diretor do Ines, Marcelo Cavalcanti, a diretora de RH da Tim, Régia Barbosa, e o diretor de inovação da Tim, Janilson Bezerra.