Academia Nacional de Engenharia entrega carta ao Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança

No documento, entidade recomenda a retomada de investimentos na área de energia nuclear para a geração de energia elétrica

 

O Presidente da ANE, Francis Bogossian, entregou em mãos ao Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o general Sérgio Westphalen Etchegoyen, uma carta com o objetivo de apresentar a opinião da Academia sobre o uso da energia nuclear como fonte de geração de energia elétrica. O encontro ocorreu no dia 20 de março, no Palácio do Planalto, em Brasília. Na ocasião, Francis Bogossian colocou a Academia à disposição para contribuir na elaboração de políticas que possibilitem a recuperação da competitividade do setor elétrico e a retomada do crescimento econômico.

A carta, a partir de dados e análises, apresenta uma defesa para a retomada de investimentos no setor de energia nuclear, desde que sejam adotadas todas as garantias de segurança pessoal, patrimonial e ambiental.  Entre os argumentos apresentados em defesa da energia nuclear estão: a disponibilidade de recursos de urânio e tório, aliada à capacidade desenvolvida de fabricação de combustível, que nos torna independente das flutuações e especulações do mercado de combustível, da necessidade de longos transportes e de eventuais boicotes; o fato de não ser poluente como as outras fontes térmicas; o fato de termos, no país, toda a capacitação necessária para desenvolver nossos próprios projetos com consequente manutenção da capacidade nacional e possibilidade de exportação de serviços de engenharia; e a possibilidade de ter um custo de geração mais previsível, estável e barato que as demais fontes térmicas.

O documento apresenta dados do setor energético e traz um cenário do que ocorre em diferentes países. No texto, Bogossian lembra que muitos avanços têm sido alcançados no uso de fontes renováveis, mas como essas fontes dependem da natureza (chuvas, ventos, sol), sempre haverá necessidade de complementação de fontes térmicas para garantir atendimento da demanda devido às flutuações temporais ou à imprevisibilidade dos fenômenos naturais.  (Clique aqui e confira o conteúdo da carta na íntegra)