Emilio Schnoor

Atual Ocupante: Homero Valle de Menezes Côrtes
Posse: 1992

Émile Armand Henri Schnoor, o Emílio Schnoor, nasceu na localidade francesa de Châteauroux, região de Berry, em 29 de março de 1885 (há 132 anos). Filhos dos alemães Heinrich Schnoor e Ida Meymann, oriundo da milenar Bremen, incluiu-se entre os grandes vanguardeiros da engenharia ferroviária brasileira.

Perdeu sua mãe quando ainda tinha dez anos, e emigrou, com seu pai dentista e a irmã Ida, para o Brasil, onde teve uma juventude pobre e muito sacrificada. Sempre dedicado aos estudos, frequentou, simultaneamente, a Academia de Belas Artes (hoje Escola Nacional de Belas Artes), onde foi premiado inúmeras vezes pela sua perícia no desenho, e a Escola Central (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro), onde recebeu o diploma de bacharel em Ciências Físicas e Matemática, precursora do curso de Engenharia. Perseverante, atuava à noite como praticante de desenho na Estrada de Ferro D. Pedro II, e cujo quadro técnico ingressou, aos 19 anos, quando do término do curso. Sua vida profissional iniciou em 1875, como engenheiro residente em difícil trecho da Mantiqueira.

Trabalhava na Estrada de Ferro Mogiana, quando, na esfera federal, retornou a necessidade de comunicação com Mato Grosso, por meio de ferrovias. Emitiu um estudo profundo, elaborado em abril de 1903, que propunha o percurso férreo de Bauru a Corumbá. Seu projeto foi preterido pelo traçado do eng. Felipe Gonzaga de Campos, que direcionava o trabalho Bauru-Uberaba-Porto Tabuado-Baús-Coxim-Cuiabá

Quando assumiu a presidência da República, o dr. Afonso Pena, assessorado pelo seu Ministro da Viação, doutor Miguel Calmon du Pin e Almeida, decidiu-se pelo traçado a Mato Grosso preconizado por Schnoor, nomeando este para efetuar estudos respectivos no território mato-grossense abandonando, definitivamente, os demais projetos, inclusive o que levava a ferrovia à Cuiabá.

Em 1907-1908, Schnoor fez o reconhecimento e os estudos completos da secção Itapura-Corumbá, da futura Estrada de Ferro Noroeste, segundo um traçado que já havia sido por ele recomendado em 1903. De 4 de agosto a 24 de dezembro de 1907, levantaram-se “962 quilômetros em terra firme e 720 quilômetros de rios, isso tudo em apenas 140 dias”.

Fonte da pesquisa: https://www.progresso.com.br/variedades/bebes-e-criancas/emilio-schnoor-a-quem-se-deve-a-estrada-de-ferro/262449/

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