Emílio Henrique Baumgart

Atual Ocupante: Eduardo Christo Silveira Thomaz
Posse: 1993

Emílio Henrique Baumgart, nascido Emil Heinrich Baumgart, (Blumenau, 25 de maio de 1889 — Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1943) foi um engenheiro brasileiro.

Seu pai foi o imigrante alemão Gustav Baumgart e a sua mãe Mathilde Odebrecht, filha do imigrante alemão engenheiro (Emílio) Emil Odebrecht. Emílio Henrique Baumgart era bilíngue, dominando tanto o idioma português como o alemão.

Baumgart iniciou seus estudos em Santa Catarina, mas estudou também no Ginásio São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, indo para o Rio de Janeiro em 1911 para ingressar na então Escola Politécnica (atual Escola Politécnica da UFRJ). Custeou seus estudos lecionando ao mesmo tempo no Ginásio São Bento e trabalhando desde o segundo ano, na construtora L. Riedlinger (precursora da Companhia Construtora Nacional). Formou-se Engenheiro Civil em 1919 e lecionou no curso de Arquitetura na Escola Nacional de Belas Artes, ministrando a disciplina de “Sistemas e detalhes de construção, desenho técnico, orçamentos e especificações” no ano de 1931. Emílio Henrique Baumgart destacou-se como engenheiro projetista inovador, vindo a receber o título de “Pai do Concreto Armado” pelos profissionais do ramo no Brasil.

Morreu com a idade de 54 anos, vítima de ataque cardíaco, ao sair de casa para o trabalho.

Seus projetos de estruturas abriram novas perspectivas para a utilização do concreto armado, tendo sido autor do projeto de estruturas de obras pioneiras da engenharia brasileira. Dois de seus projetos tiveram significado mundial: o edifício A Noite, na praça Mauá no Rio de Janeiro, que com seus 24 andares se tornou na época o mais alto do mundo em estruturas de concreto armado; e a ponte sobre o rio do Peixe, entre Herval d’Oeste e Joaçaba, hoje denominada Emilio Baumgart. A ponte possuía o maior vão livre conhecido na época (68,50 metros) e foi construída por um método revolucionário devido a sua altura em relação ao rio e às suas repetidas cheias. A concretagem foi feita da margem para o centro em balanços sucessivos, sem auxílio de escoramento, fato inédito na história do concreto armado. As barras de aço, durante a construção em balanço, foram emendadas por meio de luvas rosqueadas.

Emílio Baumgart projetou as mais variadas estruturas para cerca de 500 diversas obras: reservatórios, hangares para aviões, oficinas, armazéns, flutuantes, piscinas etc, e mais de uma centena de viadutos e pontes.

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Em%C3%ADlio_Henrique_Baumgart

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