Carlos Syllus Martins Pinto Especialista em energia nuclear Natural do Rio Grande do Sul, Carlos Syllus Martins Pinto ingressou, aos 14 anos, na Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx) de onde saiu para fazer o curso de Formação de Oficiais da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman), em Resende (RJ). Cursou Engenharia na área de construção civil pelo Instituto Militar de Engenharia (IME), onde também realizou as especializações em eletricidade e energia nuclear (1959). A energia nuclear sempre atraiu o interesse do engenheiro que descobriu o tema ao estudar História e ler sobre o episódio da bomba atômica, em Hiroshima, durante a Segunda Guerra Mundial. A leitura da obra “Senso Comum e Guerra Nuclear”, do matemático Bertrand Russell, alimentou esse interesse e fez o engenheiro dedicar-se ainda mais ao tema. Fascinado pela energia nuclear, deixou o Exército e ingressou, via concurso, na Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), em 1967, como Chefe do Setor de Programas. A ascensão profissional foi rápida e Carlos Syllus logo assumiu o cargo de diretor da Assessoria de Planejamento e Desenvolvimento da companhia. O engenheiro foi um dos responsáveis pela criação da Companhia Brasileira de Tecnologia Nuclear (CBTN) ” depois transformada na extinta Nuclebrás ” e do Instituto Brasileiro de Qualidade Nuclear (IBQN). Negociou com a Alemanha a implantação da tecnologia nuclear no Brasil. Entre 1975 e 2000 foi diretor de Tecnologia Nuclear em todas as empresas consideradas parte da Nuclebrás e da Kraftwerk Union (KWU) – empresa alemã. Essas empresas foram criadas para implantação da tecnologia nuclear através da criação de quatro empresas mistas com diretores brasileiros e alemães, sendo três no Brasil: Nuclen (Engenharia Nuclear), Nuclei (enriquecimento Isotópico), e Nuclep (Nuclebras equipamentos pesados) e uma na Alemanha, Nustep. Criou o Instituto de Radiação e Dosimetria (IRD) para controlar as empresas que usavam radiação em suas atividades. Ao longo da carreira, participou de vários congressos científicos como o Simpósio sobre Steam Generating Heavy Water Reactor (Inglaterra); o Atomic Industrial Forum e American Nuclear Society (EUA); a Quarta conferência de Genebra (Introduction of Nuclear Power in Developing Countries; e da American Nuclear Society/Atomic Industrial Forum (EUA). Apresentou trabalhos científicos, de sua autoria, nos referidos congressos. Publicou diversos trabalhos científicos e o livro “Desenvolvimento Industrial como Resultado da Implantação do Programa Nuclear” (1987) e recebeu homenagens como o Prêmio Personalidade do Ano para o Desenvolvimento da Energia Nuclear na América Latina, em 1986. Idealizou a montagem de um simulador do painel de controle de usinas nucleares visando o treinamento de operadores de usinas. Eventualmente Alemanha e Espanha alugaram o simulador para treinamento dos operadores de suas usinas.