Jacob Steinberg

Posse: 1993
Falecimento: 2013
Cadeira: 150
Patrono: Luiz Raphael Vieira SoutoTourinho

Nascido em 1924, o filho de imigrantes judeus teve, em casa, o exemplo para cultivar o empreendedorismo. Seu pai, Leão Steinberg, foi um bem-sucedido empresário de médio porte do ramo mobiliário em Vila Isabel. Sua mãe Clara, era a referência cultural: frequentemente, ela organizava reuniões literárias em casa.

Jacob estudou na Escola Nacional de Engenharia logo após concluir o secundário no Colégio Pedro II. Enquanto cursava a universidade, trabalhava como repórter num jornal popular e produzia cartazes publicitários pera lojistas. Ao final do curso, teve a chance de seguir carreira como funcionário público, no Ministério da Educação e Saúde. mas preferiu fundar a empresa ao lado da mulher.

Ao longo da carreira, Jacob Steinberg se tornou referência para o setor imobiliário. Por diversas vezes, foi vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), responsável pela área de construção civil. Também foi cofundador e diretor da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi).

Sob o comando de Jacob e Clara, a Servenco construiu mais de 250 edifícios, além de duas fábricas. A empresa se transformou ao longo do tempo. Em meio à crise inflacionária, não se sustentou atuando exclusivamente no mercado de construção civil. Em 1983, diversificou os negócios, entrando no segmento de shopping centers, com a construção do Rio Design Center, no Leblon.

Jacob Steinberg morreu em 2013, aos 89 anos.

Jaime Rotstein

Posse: 1991
Falecimento: 2019
Cadeira: 179
Patrono: Paulo de Frontin

O amor à pátria e à Engenharia foram o combustível que impulsionaram o engenheiro civil e de portos e telecomunicações Jaime Rotstein a construir uma carreira dedicada ao interesse público. Ainda estudante, Jaime mostrou preocupação com as questões políticas e sociais que afligiam o Brasil. Na busca por um país mais igual, participou de mobilizações sociais e discussões políticas.

Também preocupado com os interesses da Engenharia nacional, liderou no final da década de 60 a campanha de valorização do setor e publicou o livro “Em Defesa da Engenharia Brasileira”, que serviu de base para o decreto que fundamentou a categoria.  “Percebia que a Engenharia nacional não era tratada com a seriedade que merecia. Tínhamos bons profissionais, mas sempre contratavam empresas estrangeiras para grandes projetos. Era preciso mudar essa realidade. O governo brasileiro não apoiava as empresas nacionais”, contou o engenheiro.

Empreendedor por natureza, Jaime Rotstein decidiu criar sua própria empresa e, em 1954, fundou a Sondotécnica, onde foi diretor-presidente. Com dedicação total de seu fundador, a empresa desenvolveu grandes projetos como o gerenciamento das obras da implantação da concessão rodoviária da Linha Amarela, no Rio de Janeiro, a expansão do Porto de Recife, em Pernambuco, o projeto da usina hidrelétrica de Chapecozinho, em Santa Catarina, e o projeto executivo da barragem Sanjuan, na República Dominicana, entre outros.

Referência no setor, Jaime recebeu várias medalhas e títulos. Foi diplomado pela Escola Superior de Guerra (ESG), foi membro da Comissão Nacional de Energia, do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico do Rio de Janeiro, da Academia Nacional de Agricultura e do Conselho de Administração da Petróleo Brasileiro S.A.(Petrobras) e da BR-Petrobras Distribuidora. Recebeu o diploma de Pioneiro no Álcool Carburante, pelo Instituto de Engenharia de SP e realizou diversas conferências.

Mas a Engenharia não foi o único interesse, de Jaime Rotstein que teve na leitura um de seus passatempos preferidos. “Leio de tudo um pouco, mas gosto de livros de História. É o que me apaixona e por isso sou amigo íntimo de Napoleão”, brincava o engenheiro, que ao longo de sua trajetória uniu a caminhada como cidadão e como engenheiro. “Qualquer brasileiro que tenha o privilégio de cursar o ensino superior tem o dever de levar a sério sua formação e sua responsabilidade em relação ao país que vive”, afirmava.

Jayme Bloch

Posse: 1992
Falecimento: 2007
Cadeira:
Patrono:

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Jayme Mason

Posse: 1991
Falecimento: 2020
Cadeira: 100
Patrono: Ivo Wolf

Engenheiro catarinense. Filho mais velho do ex-prefeito de Orleans, publicou diversos livros técnicos de cálculos estruturais, sobre humanismo e literatura. Autodidata em diversos idiomas, se dedicou a estudar os aspectos da vida e obra dos grandes autores Russos.

Traduziu também as obras do italiano Dante Alighieri.

Joaquim Blessmann

Posse:
Falecimento:
Cadeira:
Patrono:

Em construção.

John Reginald Cotrin

Posse: 1991
Falecimento: 1996
Cadeira:
Patrono:

John Reginald Cotrim foi Vice-Presidente e diretor-técnico da Cemig; presidente de Furnas; diretor técnico da Itaipu Binacional. John Reginald Cotrim nasceu em Manchester, Inglaterra, em 1915. Tornou-se brasileiro nato com base na Constituição de 1891. Formou-se engenheiro civil em 1936 pela Escola Politécnica. Iniciou suas atividades profissionais ainda estudante, como calculista de concreto armado para empresas especializadas. Em 1937 ingressou como engenheiro na Companhia Auxiliar de Empresas Elétricas Brasileiras (Caeeb), empresa do grupo norte-americano American & Foreign Power Company (Amforp). Em 1942 foi para os Estados Unidos onde cumpriu um período de estágio na Electric Bond & Share Corporation (Ebasco), em coordenação e operação de sistemas interligados. De 1943 a 1944 atuou na coordenação dos sistemas elétricos do Noroeste daquele país. Nesse último ano retornou ao Brasil e em 1947 tornou-se colaborador dos trabalhos da Comissão Especial do Plano Nacional de Eletrificação do Conselho Federal de Comércio Exterior (CFCE). No ano seguinte passou a integrar o grupo chefiado pelo engenheiro Lucas Lopes responsável pela elaboração do Plano de Eletrificação de Minas Gerais, permanecendo no mesmo até 1950. Ainda em 1948 tornou-se consultor-técnico da Comissão do Vale do São Francisco (CVSF), função que exerceria até 1951. Participou da organização da Centrais Elétricas de Minas Gerais S.A. (Cemig). Tornou-se vice-presidente e diretor-técnico dessa empresa, tendo exercido essas funções até 1957. De 1955 a 1956 integrou o Conselho Diretivo e Coordenador Geral dos Trabalhos do Plano de Eletrificação de São Paulo. Integrou e foi coordenador dos grupos de trabalho designados pelo presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira (1956-1961) para revisão da legislação sobre energia elétrica e atualização do Plano Nacional de Eletrificação. Foi um dos fundadores, em 1957, da Central Elétrica de Furnas S. A. (Furnas), e tornou-se o primeiro presidente dessa empresa. No mesmo ano passou a integrar o Conselho de Administração da Cemig, no qual permaneceria até 1978. Durante sua gestão em Furnas foram construídas a Usina Hidrelétrica Furnas, a Usina Hidrelétrica Estreito, a Usina Hidrelétrica Porto Colômbia e a Usina Hidrelétrica Marimbondo, em Minas Gerais, a Usina Hidrelétrica Itumbiara, em Goiás, a Usina Hidrelétrica Funil e a Usina Termelétrica Santa Cruz, no Rio de Janeiro, e foi iniciada a construção da Usina Termonuclear Angra I, integrante da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis (RJ). Juntas, essas unidades passariam a gerar cerca de 7.500 MW, cerca de 70% da potência instalada na empresa. John Cotrim foi também responsável pela construção de uma rede de linhas de transmissão de 5.500 quilômetros de extensão, cobrindo parte importante da Região Sudeste do país. Ainda em 1962 foi eleito presidente do Comitê Brasileiro do Conselho Mundial de Energia (CBCME), cargo que exerceria até 1985. Em 1965 passou a integrar o Conselho de Administração da Centrais Elétricas Brasileiras S. A. (Eletrobrás), no qual permaneceria até 1978. Permaneceu no cargo de diretor-técnico da Itaipu Binacional até 1985, quando se tornou consultor dessa empresa, função que exerceria até o fim da vida. Integrou o Conselho de Administração da Light – Serviços de Eletricidade S.A. (Light) e foi consultor do Conselho para Assuntos de Energia (Coase) da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Em 1991 foi eleito membro da Academia Nacional de Engenharia (ANE). Faleceu no Rio de Janeiro (RJ) em 1996.

 

https://www.memoriadaeletricidade.com.br/acervo/604/john-reginald-cotrim

 

Jorge Oscar Figueiredo Ferraz

Posse: 1992
Falecimento: 2000
Cadeira: 141
Patrono: Lucas Lopes

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José Carlos Figueiredo Ferraz

Posse: 1994
Falecimento: 1994
Cadeira: 79
Patrono: Francisco Prestes Maia

José Carlos de Figueiredo Ferraz nasceu em Campinas (SP) em 1918, filho do engenheiro Odon Carlos de Figueiredo Ferraz e de Julieta Martins de Figueiredo Ferraz.

Fez seus estudos no Liceu Nacional Rio Branco, no Colégio Universitário da Universidade de São Paulo (USP) e no Ginásio São Bento. Tornou-se professor do curso pré-politécnico do Ginásio São Bento em 1937. Em 1940, formou-se em engenharia pela Escola Politécnica da USP e lecionou, como assistente, física, cálculo vetorial e análise matemática na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de São Bento, da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Em 1941 fundou a empresa Figueiredo Ferraz Consultoria e Engenharia de Projetos.

No período de 1941 a 1945 foi engenheiro do Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Em 1946 foi convidado para lecionar resistência dos materiais, como assistente, na Escola Politécnica. Em 1948, assumiu a mesma cadeira na Faculdade de Engenharia Industrial da PUC, onde permaneceu até 1951, quando prestou exame para livre-docente da cadeira de pontes e grandes estruturas da Escola Politécnica da USP. Em 1954 deixou o cargo de assistente na Escola Politécnica. Na década de 1950 doutourou-se em ciências físicas e matemáticas e foi ainda catedrático de concreto armado da Faculdade de Arquitetura de São Paulo e professor da Escola de Engenharia Mackenzie. Em 1957 foi secretário municipal de Obras, no governo de Ademar de Barros (1957-1958). Em 1967 tornou-se secretário Estadual de Transportes, no governo de Roberto de Abreu Sodré (1967-1971), permanecendo no cargo até o ano seguinte.

Em 1971 foi indicado pelo governador de São Paulo, Laudo Natel (1971-1975), para ocupar a prefeitura da capital.  Durante sua permanência no cargo, ampliou o Plano Urbanístico Básico para abranger a área social do município, modificou a estrutura burocrática da Prefeitura e centralizou o setor de transportes. Foi professor do Instituto Militar de Engenharia (IME), secretário da Associação Brasileira de Concreto Protendido e Urbanismo da USP e membro de várias outras agremiações, como o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA), a Sociedade Matemática de São Paulo, a Association Internationale des Ponts et Charpentes, o Grupo de Desenvolvimento do Concreto Protendido, da Inglaterra, e a Associação Brasileira de Mecânica dos Solos. Dentre as obras de seu escritório técnico de engenharia destacaram-se a Catedral da Sé, o Museu de Arte de São Paulo, o edifício Casper Líbero e estruturas da Cidade Universitária, todos na capital paulista. Faleceu na cidade de São Paulo em 1994. 

Fonte: http://www.fgv.br/cpdoc/acervo/dicionarios/verbete-biografico/jose-carlos-de-figueiredo-ferraz

José Lafayette Silviano do Prado

Posse: 1991
Falecimento: 2004
Cadeira:
Patrono:

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José Laginha Serafim

Posse: 1992
Falecimento: 1994
Cadeira:
Patrono:

Laginha Serafim licenciou-se em Engenharia Civil pelo Instituto Superior Técnico da Universidade Técnica de Lisboa em 1944. Destacou-se como engenheiro da Direcção Geral dos Recursos Hidráulicos (Portugal) em 1946;  engenheiro na hidroeléctrica do Zêzere (Portugal). Foi chefe da Secção de Barragens, de 1947 a 1963, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa

Membro da Comissão Internacional das Grandes Barragens, desde 1948, onde ocupou o cargo de vice-presidente entre 1988 e 1991; foi membro de Comissões Técnicas do Conselho Superior de Obras Públicas e Transportes, nomeadamente da Sub-Comissão do Regulamento de Segurança de Barragens.

Fundou a empresa COBA — Consultores de Engenharia e Ambiente, em 1962 e no ano seguinte, a Consulpresa e posteriormente a ERN — Engenharia de Recursos Naturais, SA, no Rio de Janeiro, Brasil, em 1968.

Também atuou como projetista e consultor.

Joseph Kovács

Posse: 2012
Falecimento: 2019
Cadeira: 109
Patrono: João Martins da Silva Coutinho

Húngaro naturalizado brasileiro, chegou ao país em 1948, recém-formado em engenharia mecânica, considerado melhor aluno da então Escola Técnica Superior do Reinado Húngaro. Seu primeiro emprego foi no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (da cidade de São Paulo), mas sua mudança para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), no começo da década de 50, que marcou sua carreira e permitiu que seguisse na aviação. No ITA, fez parte do grupo liderado pelo pioneiro da aviação alemã, Hendrich Focke, empenhado no desenvolvimento do Convertiplano, o primeiro avião com decolagem e pouso vertical do mundo.

Do ITA, seguiu para a Construtora Aeronáutica Neiva (hoje grupo Embraer). Lá desenvolveu O T-25 Universal, com inovações importantes para a época, como o motor a turbina para um modelo de treinamento, uma vez que as demais aeronaves utilizavam motor a pistão. Posteriormente, foi para Embraer (São Jose dos Campos), onde permaneceu até sua aposentadoria. Kovács tem mais de 50 aeronaves em seu currículo, embora nem todas tenham sido produzidas em série.

Joseph Kovács faleceu no dia 14 de julho de 2019, e deixa um legado importante para a indústria aeronáutica brasileira.

Juarez Távora Veado

Posse: 1991
Falecimento: 2006
Cadeira: 191
Patrono: Sebastião Sodré de Gama

Juarez Távora Veado (n. 1931- f. 2006) foi presidente do INMETRO (1985-1986), coordenador de planejamento da FINEP e diretor técnico do Instituto Brasileiro da Qualidade Nuclear (IBQN).

O Professor Juarez Távora Veado, foi um cientista de relevo no desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil. Juarez desempenhou cargos de Direção e de Assessoramento na Universidade Federal de Minas Gerais, no Instituto de Pesquisas Radioativas, no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, no Instituto Nacional de Tecnologia, na Secretaria de Tecnologia Industrial, no Instituto Brasileiro de Qualidade Nuclear, na Fundação João Pinheiro e em vários outros órgãos governamentais, tendo contribuído diretamente para a formulação de importantes programas de desenvolvimento científico e tecnológico, como o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico – PADCT e o Programa de Tecnologia Industrial Básica – TIB.

Recebeu a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico.

No âmbito acadêmico, foi um dos responsáveis pela estruturação dos Cursos de Pós-Graduação em Metalurgia, no qual lecionou por mais de 30 anos, e em Ciências e Técnicas Nucleares da UFMG. Líder nato, formou e coordenou equipes de especialistas em Controle e Garantia da Qualidade na área nuclear.

Fonte: http://ecen.com/eee55/eee55p/juarez.htm

 

Júlio Ferry do Espírito Santo Borges

Posse: 1992
Falecimento: 1993
Cadeira:
Patrono:

Nasceu em Lisboa, em 1922, e concluiu, em 1945, o curso de engenharia civil do Instituto Superior Técnico, com a mais alta classificação do Instituto nesse ano. Em 1943, ainda aluno do IST, foi colaborador de Manuel Rocha no Centro de Estudos de Engenharia Civil, uma das bases da criação, em 1947, do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), onde posteriormente desempenhou várias funções.

A tese que apresentou, em 1954, ao concurso para obtenção do grau de Investigador do LNEC, sob o tema “Dimensionamento de Estruturas”, é um trabalho notável que veio a constituir o quadro orientador de toda a atividade de investigação no domínio das estruturas realizada neste Laboratório Nacional, da qual foi indiscutível maestro e o mais brilhante solista.

Deu contribuições notáveis para o progresso dos conhecimentos na área da Engenharia Sísmica, entre os quais se destaca a participação muito ativa no Simpósio sobre a Acção dos Sismos, organizado pela Ordem dos Engenheiros em 1955, por ocasião do bicentenário do sismo de 1755, no qual foram lançadas as bases para a consideração da ação dos sismos no cálculo das estruturas, constituindo assim o que muitos consideram ser o evento fundador da moderna Engenharia Sísmica Portuguesa. Também o Curso Earthquake Engineering, publicado em 1969, em colaboração com o Investigador do LNEC Artur Ravara, pode ser considerado um marco neste domínio da engenharia.

Foi autor de vários projetos de estruturas de betão armado, construídas em Lisboa, nomeadamente dos edifícios da lota do Porto de Pesca, do Palácio da Justiça, do Teatro Nacional e da sede do Banco Espírito Santo. Participou na organização e regência de vários cursos internacionais.

Foi condecorado em Portugal com a Ordem de Santiago da Espada, no Brasil com a Ordem do Cruzeiro do Sul, e em França com a Ordem Nacional do Mérito. Faleceu em setembro de 1993.